Uma pesquisa nacional realizada pela Futura Inteligência, em parceria com a Apex e divulgada em outubro de 2025, indica um cenário desafiador para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma possível reeleição. De acordo com os dados, Lula seria derrotado no segundo turno por três figuras proeminentes da direita e centro-direita: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).
No primeiro turno, Lula mantém uma leve vantagem, com 34,9% das intenções de voto em um dos cenários, seguido de perto por Tarcísio de Freitas, com 31,1%. Em uma comparação direta com Michelle Bolsonaro, ela aparece com 31,5%, enquanto Lula registra 31,3%. No entanto, a rejeição ao presidente atingiu 50,4%, e 52,3% dos entrevistados acreditam que o país está no rumo errado. Além disso, 53,5% consideram que a situação econômica piorou, e 39,1% afirmam estar em condições financeiras piores do que há quatro anos.
Nos cenários de segundo turno, os resultados são mais desfavoráveis para Lula:
• Contra Tarcísio de Freitas: 39,5% para Lula e 45,5% para Tarcísio.
• Contra Ratinho Júnior: 38,9% para Lula e 43,4% para Ratinho.
• Contra Michelle Bolsonaro: 41,2% para Lula e 47,6% para Michelle.
A pesquisa também destaca a consolidação de Tarcísio como herdeiro do eleitorado conservador e revela que apenas 33,5% dos eleitores declaram voto definitivo em Lula. Sobre pautas econômicas, há divisão: 47,1% são contra a privatização dos Correios (36,2% a favor), e 55,5% rejeitam a privatização da Petrobras (30,4% a favor). Os principais problemas apontados pelos brasileiros são corrupção (28,8%), saúde (19,8%), violência e segurança (16,3%) e educação (8,9%).
Outros dados mostram rejeição a políticas como o aumento de impostos sobre combustíveis para financiar transporte gratuito (56,7% contra) e crença de que a isenção de Imposto de Renda até R$ 5 mil melhoraria a vida em 2026 (49% concordam). Notavelmente, 90,3% dos eleitores de 2022 manteriam sua escolha, com apenas 7,9% arrependidos, indicando uma polarização persistente.
Esses resultados refletem o crescente desgaste do governo e o fortalecimento da oposição, posicionando a direita como protagonista no debate político para as eleições de 2026.
Fonte: Revista Oeste.
Foto: Ricardo Stuckert/Facebook/Reprodução/AEN/Leandro Fonseca/Exame.
















