Doha, Catar – 10 de dezembro de 2025 – O Flamengo não deu chances ao azar e garantiu sua vaga nas semifinais da Copa Intercontinental FIFA 2025 com uma vitória por 2 a 1 sobre o Cruz Azul, do México, nesta quarta-feira, no Estádio Al Bayt. Destaque para o uruguaio Giorgian de Arrascaeta, autor dos dois gols rubro-negros, que igualou o recorde de Pedro como maior artilheiro do clube em Mundiais, com quatro tentos. Com o resultado, o Mengão ainda levantou a taça simbólica do Derby das Américas, prêmio concedido ao vencedor do confronto entre representantes da Conmebol e da Concacaf.
O jogo, válido pelas quartas de final do torneio interclubes, foi marcado por equilíbrio nos números, mas superioridade flamenguista nas finalizações certeiras e na eficiência ofensiva. Sob o comando de Filipe Luís, o Flamengo controlou 53% da posse de bola e finalizou cinco vezes no alvo, contra três do adversário. Os números finais registraram 477 passes certos (83% de precisão) para os cariocas, contra 406 (80%) dos mexicanos, além de empate em escanteios (4 a 4) e impedimentos (2 a 2).
Primeiro tempo tenso e gol salvador no apagar das luzes
A etapa inicial foi de domínio alternado, com o Cruz Azul pressionando nos primeiros minutos e criando chances aos 12’, 14’ e 18’, mas sem efetividade. O Flamengo respondeu com lances perigosos aos 24’ e 43’, quando Bruno Henrique obrigou o goleiro Gudiño a uma grande defesa. Aos 35’, o zagueiro Ditta recebeu cartão amarelo por falta dura.
O equilíbrio só foi rompido aos 43 minutos, quando Jorge Sánchez, lateral-direito da Máquina Celeste, surpreendeu com um chute preciso de fora da área, abrindo o placar para o Cruz Azul: 1 a 0. Logo na sequência, aos 41’, um gol de Gabriel Fernández foi anulado por impedimento, mantendo o 0 a 0 parcial até o intervalo – mas o gol de Sánchez foi validado. O primeiro tempo terminou com o Flamengo pressionando, mas sem sucesso.
Virada rubro-negra e controle no segundo tempo
De volta dos vestiários, o Flamengo veio com tudo e quase empatou aos 3 minutos, em chute de fora da área de Bruno Henrique, novamente defendido por Gudiño. A insistência rubro-negra deu frutos aos 26 minutos do segundo tempo: Arrascaeta recebeu na entrada da área, girou sobre o marcador e finalizou colocado no canto esquerdo, deixando tudo igual: 1 a 1.
O camisa 14 não se contentou e, em noite inspirada, repetiu a dose aos 45 minutos, marcando o gol da virada com um belo chute de dentro da área após jogada coletiva. O Cruz Azul tentou reagir com finalizações de Piovi (46’) e Sepúlveda (43’ dos acréscimos), mas esbarrou na solidez defensiva flamenguista, que fez 13 desarmes contra apenas cinco dos mexicanos.
O jogo ganhou em tensão com uma sequência de cartões amarelos nos minutos finais: Alex Sandro (48’), Everton (49’), Piovi e De la Cruz (50’). Com cinco minutos de acréscimos, o Flamengo administrou a vantagem e segurou o resultado, garantindo a classificação.
Escalações e destaques táticos
O técnico Nicolás Larcamón escalou o Cruz Azul no esquema 3-6-1, com Gudiño no gol; Jorge Sánchez, Ditta e Piovi na defesa; e ataque liderado por Gabriel Fernández. As substituições incluíram entradas de Rotondi e Sepúlveda, mas sem impacto decisivo.
Já Filipe Luís optou pelo 4-3-3 tradicional do Flamengo, com Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Saúl e Jorginho no meio; e Arrascaeta, Luiz Araújo e Bruno Henrique na frente. Pedro entrou no segundo tempo, mas foi Arrascaeta o maestro da vitória. Sem cartões vermelhos, o jogo teve 17 faltas para o Cruz Azul e 18 para o Flamengo, com seis defesas de cada goleiro.
Próximos passos no Mundial
Com a vitória, o Flamengo agora se prepara para enfrentar o Pyramids, do Egito, nas semifinais, no dia 13 de dezembro, em busca de uma vaga na final. O Cruz Azul, por sua vez, se despede do torneio com a honra de ter complicado a vida do atual campeão da Libertadores.
A conquista reforça o favoritismo rubro-negro no Mundial de Clubes, onde o time de Filipe Luís busca repetir o feito de 1981 e se sagrar bicampeão mundial.
Fonte: Portal GE















