Milão, Itália – 21 de abril de 2026 – A Promotoria de Milão abriu investigação contra uma agência sediada em Cinisello Balsamo, na província de Milão, acusada de organizar um esquema de exploração sexual e lavagem de dinheiro. Segundo o jornal italiano Gazzetta dello Sport, cerca de 50 jogadores da Série A italiana estão envolvidos no caso, entre eles atletas da Inter de Milão e do Milan.
A empresa oferecia “pacotes” de comemorações pós-jogo que incluíam reservas em casas noturnas de luxo, serviços de acompanhantes e o fornecimento de óxido nitroso (conhecido como gás do riso). As festas ocorriam em hotéis e boates de alto padrão tanto na Itália quanto em Mykonos, na Grécia. A operação teria começado em 2019 e continuou mesmo durante a pandemia de Covid-19, com relatos de funcionamento de uma boate ilegal na sede da agência durante o período de confinamento.
Os principais alvos da Justiça são o casal Emanuele Buttini e Deborah Ronchi, que administravam o negócio. Ambos, assim como outros dois associados, estão em prisão domiciliar acusados de organização de serviços sexuais e lavagem de dinheiro. Investigadores encontraram indícios da participação dos jogadores no perfil da agência no Instagram, que era seguido por diversos atletas.
De acordo com os documentos da investigação, as mulheres eram alojadas na sede da empresa em Milão e obrigadas a pagar pela estadia. Elas recebiam 50% do valor pago pelos serviços, enquanto Buttini e Ronchi ficavam com a outra metade. Mais de 100 garotas de diferentes idades e nacionalidades estariam envolvidas. Uma escuta telefônica obtida pela promotoria registra a frase: “Vou mandar a brasileira para ele”.
A promotoria também identificou transferências financeiras entre os investigados e a participação de celebridades, empresários e pilotos de Fórmula 1 nas festas. O uso de óxido nitroso era frequente: a substância atua como sedativo leve, provoca euforia e não deixa vestígios no organismo, o que a torna indetectável em exames antidoping.
É importante destacar que a prostituição voluntária não é crime na Itália (assim como no Brasil). No entanto, a lei italiana pune a organização, o favorecimento e a exploração sexual de terceiros — exatamente o que a promotoria atribui à agência.
Até o momento, nenhum jogador teve o nome divulgado publicamente. A investigação segue em andamento e busca esclarecer a extensão do esquema e a eventual responsabilidade dos atletas envolvidos.
Fonte: GE / Gazzetta dello Sport
















