O Grupo Mateus demitiu cerca de 6,6 mil a 6,7 mil funcionários entre o final de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, uma redução de 13,9% no quadro de pessoal nas operações de Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia. O número de colaboradores nessas regiões caiu de aproximadamente 47,9 mil para 41,2 mil.
Como parte do mesmo processo de ajuste, a empresa também promoveu o fechamento de dezenas de lojas consideradas de baixo desempenho ao longo de 2025, incluindo cerca de 28 unidades, muitas do segmento de eletrodomésticos.
Crítica à gestão
Após anos de expansão agressiva, o Grupo Mateus agora realiza cortes significativos de pessoal e fechamento de lojas. Apesar de ter registrado lucro líquido de R$ 1,83 bilhão em 2025, o resultado do primeiro trimestre de 2026 recuou cerca de 22%. O ajuste abrupto sugere falhas no planejamento da expansão e priorização de redução de custos em detrimento da estabilidade do emprego.
Impacto no mercado de trabalho
O corte de mais de 6,6 mil vagas e o fechamento de lojas afetam diretamente o emprego formal no Norte e Nordeste, regiões com alta informalidade. Muitos dos postos eliminados eram ocupados por trabalhadores de menor qualificação, gerando efeitos negativos em cadeia sobre o consumo local e a economia de municípios onde a empresa é um dos principais empregadores.
Incentivos fiscais
O movimento ocorre enquanto o Grupo Mateus se beneficia de incentivos fiscais, especialmente reduções e créditos de ICMS concedidos por estados da região para atrair investimentos e gerar empregos. A escala das demissões e dos fechamentos de lojas levanta dúvidas sobre a efetividade e as contrapartidas desses benefícios públicos.
Fonte: Resultados financeiros do 1º trimestre de 2026 do Grupo Mateus / Valor Econômico / Diário do Nordeste.
















