Em uma operação militar realizada neste sábado (3/1), as forças americanas capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, conforme anunciado pelo presidente Donald Trump. A Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, confirmou que ambos foram indiciados no Distrito Sul de Nova York por uma série de acusações graves, incluindo conspiração por narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração contra os Estados Unidos.
De acordo com Bondi, em uma publicação no X (antigo Twitter), Maduro e Flores “enfrentarão a justiça americana em solo americano” em breve. Trump reforçou que o ditador venezuelano será levado aos EUA para julgamento por narcoterrorismo e crimes relacionados ao tráfico de drogas. Mais detalhes sobre a operação serão apresentados em uma entrevista marcada para as 13h, horário de Brasília. O vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, declarou que Maduro “finalmente enfrentará a justiça por seus crimes”.
Cilia Flores, nascida em 1956, é uma advogada e uma das figuras mais influentes no chavismo, sendo chamada de “primeira combatente” dentro do movimento. Casada com Maduro desde 2013, ela iniciou sua relação com ele nos anos 1990, ao integrar a equipe jurídica de Hugo Chávez após a tentativa fracassada de golpe contra o presidente Carlos Andrés Pérez em 1992.
Flores ocupou cargos chave na administração pública venezuelana: foi eleita deputada em 2000, reeleita em 2005 e se tornou a primeira mulher a presidir a Assembleia Nacional, entre 2006 e 2011. Em 2012, foi nomeada procuradora-geral da Venezuela, consolidando sua influência política. Um ano após a morte de Chávez por câncer, em 2013, ela oficializou a união com Maduro, que assumiu a presidência.
A primeira-dama venezuelana já foi alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos e pelo Canadá em 2008, alegando sua participação no círculo íntimo de Maduro que sustenta o regime. Em 2015, dois sobrinhos dela foram presos no Haiti pela agência antidrogas americana (DEA) e condenados por tráfico de cocaína. Eles foram libertados em 2022, em uma troca de prisioneiros durante o governo do ex-presidente Joe Biden.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o paradeiro exato de Maduro e Flores. A Venezuela relatou uma “agressão militar” dos Estados Unidos, com múltiplas explosões atingindo a capital Caracas e regiões como Miranda, Aragua e La Guaira durante a madrugada. Em resposta, o país declarou estado de emergência e mobilizou suas Forças Armadas.
Fonte: O Tempo
















