Em aparição no Programa do Ratinho, exibido pelo SBT na noite de segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, reforçou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta “perseguição política”. Durante a entrevista, Flávio defendeu a anistia para os envolvidos nos protestos de 8 de janeiro de 2023 e acusou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de corrupção em empresas estatais.
A participação ocorreu em meio a uma polêmica envolvendo o SBT, que havia convidado Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes para o lançamento do canal SBT News na sexta-feira anterior, 12 de dezembro. Essa iniciativa gerou críticas, inclusive do cantor Zezé de Camargo, que cancelou sua participação em um especial de Natal da emissora. Flávio confirmou nas redes sociais que recebeu um telefonema do apresentador Ratinho para o convite, e, apesar de rumores iniciais de veto pela emissora, a assessoria do SBT esclareceu que a informação era equivocada.
No programa, com a presença de jurados na bancada, Ratinho enfatizou a “neutralidade” e “imparcialidade” do SBT. Flávio abordou temas como o STF, a prisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e propostas para saúde e segurança pública. Ele afirmou que, se eleito, concederia perdão judicial a Jair Bolsonaro e a todas as pessoas “presas injustamente”. Segundo o senador, cerca de 70% dos parlamentares enfrentam restrições ao trabalho devido à falta de liberdade de expressão.
Flávio direcionou críticas específicas à gestão das estatais no governo Lula, citando os Correios como exemplo de prejuízos bilionários e administração com critérios políticos. Ele alegou que a estatal estaria sob influência do grupo de advogados conhecido como Prerrogativas, que, em sua visão, exerce poder informal sobre decisões estratégicas do governo federal.
O senador também criticou decisões recentes do STF, argumentando que elas contribuem para insegurança jurídica e radicalização institucional. Na avaliação de Flávio, o Judiciário deixou de ser um poder equilibrador e passou a interferir diretamente no processo político. “Não só o discurso de ódio continua; mas as práticas de ódio continuam. A gente pode ter lado, a plateia pode ter lado. Quem não pode ter lado é o juiz”, declarou.
A entrevista faz referência a uma reportagem da Edição 300 da Revista Oeste, intitulada “O STF como ele é ao longo de 300 edições”.
Fonte: Revista Oeste
















