O Brasil registrou em 2025 a segunda pior nota de sua história no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), com 35 pontos, mantendo-se na 107ª posição entre os 182 países e territórios avaliados, conforme relatório divulgado nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, pela ONG Transparência Internacional. O resultado, que varia de 0 (pior percepção de corrupção) a 100 (melhor percepção de integridade), posiciona o país abaixo da média global e das Américas, ambas em 42 pontos. Em 2024, o Brasil havia marcado 34 pontos, mas a variação de um ponto foi considerada estatisticamente irrelevante pela entidade.
Países como Argentina, Belize e Ucrânia superaram ligeiramente o Brasil com 36 pontos, enquanto Sri Lanka empatou. No topo do ranking, Dinamarca (89 pontos), Finlândia (88) e Cingapura (84) lideram, contrastando com Somália e Sudão do Sul, na lanterna com apenas 9 pontos cada.
O relatório destaca o avanço de organizações criminosas sobre estruturas estatais, com esquemas de corrupção no sistema financeiro e em escritórios de advocacia. A Transparência Internacional aponta sinais de captura do poder público por interesses ilícitos, citando explicitamente o caso do Banco Master – descrito como a “maior fraude bancária já registrada no país” – que envolve ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O documento menciona um contrato de R$ 129 milhões entre o escritório da esposa de Moraes e o banco fraudador, além de condutas “anômalas” de Toffoli, incluindo viagens em jatos particulares e negócios imobiliários suspeitos ligados ao Master e à JBS.
Sob a administração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Brasil não apenas falhou em reverter a tendência de estagnação observada desde 2012, mas viu agravados problemas como impunidade e enfraquecimento democrático. Críticos apontam que o governo petista, marcado por uma ideologia de esquerda que prioriza alianças políticas sobre reformas institucionais, tem contribuído para essa degradação. O PT, historicamente envolvido em escândalos como o Mensalão e a Lava Jato, agora vê suas ramificações ideológicas se estenderem a outros poderes: no Judiciário, com indicações alinhadas que facilitam a “captura” por interesses partidários; no Legislativo, via emendas parlamentares opacas; e no Executivo, com déficits de transparência no Novo PAC e na harmonização entre a Lei de Acesso à Informação (LAI) e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O diretor executivo da Transparência Internacional – Brasil, Bruno Brandão, criticou a “impunidade generalizada” e “condutas desmoralizantes” de ministros do STF, afirmando que a corrupção “corroí profundamente a democracia”. O relatório recomenda medidas urgentes, como fortalecer critérios de integridade em agências reguladoras, investigar desvios em emendas, instalar uma CPMI para o caso Master, abrir inquéritos na Procuradoria-Geral da República e criar um Código de Conduta para o STF, incluindo sorteio de novo relator para o inquérito Master para evitar conflitos de interesse.
Esses retrocessos, segundo analistas, refletem uma infiltração ideológica de esquerda que prioriza o controle estatal e alianças clientelistas, minando a independência institucional e perpetuando a corrupção sistêmica. Sem reformas profundas, o Brasil arrisca aprofundar sua distância dos países mais íntegros, impactando investimentos estrangeiros e a confiança pública.
Para mais detalhes sobre os principais fatos, escândalos, avanços e retrocessos relacionados à corrupção no Brasil em 2025, consulte o relatório completo Retrospectiva Brasil 2025 da Transparência Internacional – Brasil: Acesse aqui.
Fonte: Revista Oeste e Transparência Internacional Brasil.
















