O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta domingo atacar o Irã com “força nunca antes vista” caso o regime iraniano realize retaliações à operação militar que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei.
Em postagem na Truth Social, republicada pela Casa Branca no X, Trump escreveu textualmente: “O Irã acaba de declarar que vai atacar com muita força hoje, mais forte do que jamais atacou antes. É melhor que não façam isso, porque se fizerem nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”.
A advertência surge após o Parlamento iraniano prometer “reação forte” e seu presidente, Mohammad Bagher Qalibaf, declarar em rede estatal que Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu “cruzaram uma linha vermelha e pagarão por isso”.
Histórico atualizado dos acontecimentos sobre o ataque
Na madrugada de 28 de fevereiro de 2026, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar coordenada contra alvos estratégicos em território iraniano. A ação destruiu instalações ligadas ao programa militar e nuclear do Irã e resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei – no poder desde 1989 – e de pelo menos sete autoridades de alto escalão, entre elas o chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Pakpour, e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh.
Horas depois, o Irã retaliou com lançamentos de mísseis e drones contra aliados americanos na região, registrando explosões na Jordânia, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar. Trump confirmou a morte de Khamenei e afirmou que a operação visava defender os interesses de segurança nacional dos EUA, desmantelar o programa nuclear iraniano e abrir caminho para mudança de regime.
Nas ruas de Teerã e outras cidades iranianas, milhares de pessoas saíram para comemorar, derrubando estátuas do líder supremo em cenas de celebração transmitidas ao vivo pela imprensa internacional. O episódio marca o fim de mais de 35 anos de liderança autoritária de Khamenei, caracterizada por repressão a protestos, execuções em massa e apoio a grupos terroristas.
Sobre o apoio do governo Lula ao ditador
Em meio à operação que eliminou o principal expoente da ditadura iraniana, o governo brasileiro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu nota oficial condenando os ataques de EUA e Israel. Divulgada pelo Itamaraty ainda no sábado (28), a nota expressa “grave preocupação” e afirma que os bombardeios ocorreram “em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz”.
O texto apela ao respeito ao Direito Internacional, à máxima contenção e à proteção de civis, repetindo posição histórica de aproximação de Lula com Teerã desde seus primeiros mandatos, quando priorizou relações comerciais e diplomáticas com o regime apesar das violações sistemáticas de direitos humanos, perseguição a mulheres, minorias e opositores.
Críticos, como o senador Flávio Bolsonaro, classificaram a nota como escolha explícita de apoiar “o lado moralmente errado”, alinhando o Brasil à ditadura que reprime sua própria população e patrocina o terrorismo internacional. A posição contrasta com as comemorações populares no Irã e com o apelo de Trump e Netanyahu para que o povo iraniano aproveite o momento para derrubar o que resta da teocracia.
Enquanto o mundo acompanha a possível redefinição do equilíbrio de poder no Oriente Médio, a escalada segue em aberto.
Fonte: Revista Oeste e adaptação
















